My life in the tip of a feather

domingo, agosto 27, 2006

Nostalgia...

Provavelmente já sentiram, muitas vezes, a saudade do tempo que já lá vai, das brincadeiras inocentes, das pessoas com as quais outrora mantinham laços mais fortes... Eu gosto do ensino superior, gosto das minhas novas amigas, da minha nova vida, do meu curso; estou contente com o rumo que a minha vida tomou e quanto a isso não tenho razões de queixa mas...às vezes gostaria de ser mais inocente, ainda sou bastante quanto a determinados assuntos que ainda me chocam mas há coisas que eu preferia ainda não perceber. Gostava de ter uma família não desmembrada, como antes.Viver a 3, sem pai, dá imenso jeito, não nego! Quando saímos os 3 não temos hora para chegar, pois não há ninguém à espera do jantar, há menos conflitos quanto a decisões e somos mais autónomos. Mas também é maior o peso que recai sobre os ombros de cada um de nós, maior a responsabilidade. Sobretudo para a minha mãe. Ser mãe divorciada com 2 filhos estudantes ao seu encargo não é fácil! Ainda por cima o meu irmão e eu damos imenso trabalho, eu sei disso.Mas também não consigo ajudar mais do que tenho feito.

Outra coisa que gostava que voltasse ao "antes" é a minha relação com a minha família paterna...não sei, às vezes sinto que não me encaixo. Nem eu nem o meu irmão. Ficamos de fora de muita coisa...apesar de não sermos os únicos a ficar de fora já não me sinto tão bem ao pé deles. Passa pouco das 5 da manhã por isso é correcto eu dizer que omeu tio mais novo do lado do meu pai casa daqui a umas horas. Desejo-lhe as maiores felicidades porque ele merece, do fundo do coração. Ainda é o tio com quem mantenhouma relação mais estreita, ainda que gostava que fossemos mais próximos também. Ele tem feito muito pelo meu pai numa altura que quem tem precisado de ajuda é o meu tio! No entanto arranja um tempinho para tudo.

Eu costumava condenar as adolescentes que engravidavam por "razão social", porque se sentiam excluídas do grupo de amigas ou porque queriam mais atenção da família. Se refletir um pouco e me colocar no lugar delas....sentindo o que sinto relativamente à minha própria família, acho que compreendo. São talvez um grupo de pessoas a quem nunca mais vou apontar o dedo. São crianças inocentes que não têm a atenção que precisam e que agora carregam ou têm a seu encargo outras crianças...e são cada vez mais e mais jovens estas mães...e pronto, são coisas que acontecem em qualquer época por razões variadas. Antes porque casavam cedo ou ainda porque eram escravas e coitadas...sujeitavam-se. Agora porque se sentem excluídas ou por descuido. Bah... há coisas que tendem a não mudar.

Beijocas

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